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Nota do GT de Ensino de História e Educação - ANPUH-RS

Nós, integrantes do Grupo de Trabalho _x0093_Ensino de História e Educação_x0094_ da Associação Nacional de História/Se Rio Grande do Sul, manifestamos nossa profunda preocupação com os últimos acontecimentos que tem marcado a vida política de nosso país, especialmente em relação ao Rousseff. Reconhecemos a importância histórica de vivermos a possibilidade de livre manifestação e de liberdade de expressão, porém destacamos nossa observação de que nas recentes manifestações contrárias ao governo e à presidenta, há uma assustadora proliferação de discursos de ódio e de posições anti golpista e a um exercício pouco dialógico da convivência corrupção têm sido esmaecidas por discursos de aversão contra partidos políticos e movimentos sociais, reivindicações pela _x0093_volta da ditadura_x0094_ e outras expressões de intolerância e violência que, ao f democracia. Como educadores/as não queremos nos calar diante do fato de que tal conjuntura ensina algo a todas e todos: o ganho pedagógico pelo qual lutamos é de que experimentemos lições de cidadania e de justiça e não de autoritarismo, intolerância social e de desigualdade no uso dos regramentos jurídico As práticas de corrupção - que envolvem representantes da grande maioria dos partidos políticos e de grandes empresas e corporações nacionais e estrangeiras _x0096_ devem ser investigadas e combatidas de todas as formas. As ações adotadas por setores do Poder Judiciário e da Polícia Federal envolvidos com a de apreensões. A independência dos poderes é fundamental e normas e procedimentos jurídicos sejam respeitados e que as investigações sejam conduzidas sem privilegiar uma pessoa ou partido em detrimento de outros. A forma como o impeachment está sendo encaminhado, m de denúncias de corrupção em gestões anteriores confunde a todos sobreposto ao técnico, o que é comum quando há uma crise de hegemonia. Lamentamos a fragilização das instituiçõ estado democrático de direito, pelo qual lutaram tantos estudantes e professores/as de História. O estudo da história tem nos ensinado que, em contextos de crise, é comum o surgimento discursos que apontam para a ruptura da ordem e para alternativas autoritárias. Muitas das mais terríveis experiências ditatoriais do século XX foram gestadas em contextos em que tais discursos foram apropriados e utilizados para m a opinião pública, como ocorreu no Brasil em 1964. Para além do conteúdo político passado que realizamos em nossas salas de aula estamos cientes de que nossas posições no presente também educam e contribuem ou não para o exercício do diálogo, para a paz, a justiça e a cidadania. Nesse sentido, manifestamos nosso apoio à continuidade do mandato do atual governo legitimamente eleito. Destacamos que isso não é contraditório com o fato de termos canais legítimos de diálogo para a consecução de nossas também legítimas reivindicações no campo da educação pública em nosso país. O que não queremos é calar diante de públicas que garantiram a redução da desigualdade social democracia, ainda incompleta, seja interrompida Grupo de Trabalho _x0093_Ensino de História e Educação_x0094_ da Associação Nacional de História/Se , manifestamos nossa profunda preocupação com os últimos acontecimentos que tem marcado a vida país, especialmente em relação ao início do processo de impeachment contra a presidenta eleita Dilma Reconhecemos a importância histórica de vivermos a possibilidade de livre manifestação e de liberdade de expressão, vação de que nas recentes manifestações contrárias ao governo e à presidenta, há uma assustadora proliferação de discursos de ódio e de posições anti-democráticas. Tais posições nos levam a um clima golpista e a um exercício pouco dialógico da convivência cidadã. Aspirações legítimas de indignação em relação à corrupção têm sido esmaecidas por discursos de aversão contra partidos políticos e movimentos sociais, reivindicações pela _x0093_volta da ditadura_x0094_ e outras expressões de intolerância e violência que, ao fim e ao cabo, ameaçam a própria Como educadores/as não queremos nos calar diante do fato de que tal conjuntura ensina algo a todas e todos: o ganho pedagógico pelo qual lutamos é de que experimentemos lições de cidadania e de justiça e não de intolerância social e de desigualdade no uso dos regramentos jurídicoque envolvem representantes da grande maioria dos partidos políticos e de grandes empresas e devem ser investigadas e combatidas de todas as formas. As ações adotadas por setores do Poder Judiciário e da Polícia Federal envolvidos com a Operação Lava Jato, no entanto, tem gerado uma série de apreensões. A independência dos poderes é fundamental em uma democracia, assim como é fundamental que as normas e procedimentos jurídicos sejam respeitados e que as investigações sejam conduzidas sem privilegiar uma pessoa ou partido em detrimento de outros. A forma como o impeachment está sendo encaminhado, m de denúncias de corrupção em gestões anteriores confunde a todos e todas, criando um contexto de julgamento político sobreposto ao técnico, o que é comum quando há uma crise de hegemonia. Lamentamos a fragilização das instituiçõ estado democrático de direito, pelo qual lutaram tantos/as brasileiros/as num passado recente, entre eles O estudo da história tem nos ensinado que, em contextos de crise, é comum o surgimento discursos que apontam para a ruptura da ordem e para alternativas autoritárias. Muitas das mais terríveis experiências ditatoriais do século XX foram gestadas em contextos em que tais discursos foram apropriados e utilizados para m a opinião pública, como ocorreu no Brasil em 1964. Para além do conteúdo político-pedagógico presente nos estudos do passado que realizamos em nossas salas de aula estamos cientes de que nossas posições no presente também educam e o para o exercício do diálogo, para a paz, a justiça e a cidadania. Nesse sentido, manifestamos nosso apoio à continuidade do mandato do atual governo legitimamente eleito. Destacamos contraditório com o fato de termos críticas às atuais políticas governamentais e de buscarmos estabelecer canais legítimos de diálogo para a consecução de nossas também legítimas reivindicações no campo da educação pública O que não queremos é calar diante de retrocessos na agenda dos direitos hum públicas que garantiram a redução da desigualdade social, tampouco aceitar que a construção de nossa democracia, ainda incompleta, seja interrompida.


 

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