O resultado da votação sobre o pedido de impedimento da presidente da República Dilma Roussef é um indício das características da sociedade em que vivemos. Espetáculo deprimente aos olhos de quem defende a legalidade democrática, o Estado de direito, a necessidade de reforma política, o respeito ao desejo da maioria dos brasileiros.
A história não se repete. Mas, aos conhecedores do passado, o processo que presenciamos lembra muito situações em que direitos foram usurpados, xenofobias tornaram-se valores, deus foi invocado para justificar atrocidades, poderosos transformaram seus interesses em verdades absolutas.
A história não julga, mas os historiadores tem o dever de não deixar nada no esquecimento, analisando o que vivenciamos hoje e as motivações dos grupos envolvidos, por mais poderosos que sejam.
Os historiadores do Rio Grande do Sul jamais estarão ao lado dos que homenageiam torturadores, dos que usam em benefício próprio o combate à corrupção, dos que lutam contra a ampliação de direitos.
Diretoria da ANPUH-RS
Porto Alegre, 18 de abril de 2016
José Iran Ribeiro (UFSM) _x0096_ Presidente; Paulo Moreira (UNISINOS) _x0096_ Vice-Presidente; José Cardozo (UNISINOS) _x0096_ 1º secretário; Roselâine Correa (UNIFRA) _x0096_ 2ª Secretária; Rosane Neumann (UPF) _x0096_ 1ª tesoureira; Fábio Kuhn (UFRGS) _x0096_ 2º tesoureiro; Marluza Harres (UNISINOS) _x0096_ conselho consultivo; Cláudia Mauch (UFRGS) _x0096_ conselho consultivo; Fernando Camargo (UFPel) _x0096_ conselho consultivo
