A ANPUH-RS participou nesta sexta-feira de audiência pública promovida pelo Ministério Público Federal para discutir o corte de verbas e de bolsas de estudo, além de outras medidas tomadas pelo Ministério da Educação (MEC) em relação às instituições de ensino superior e institutos federais de educação. A audiência teve a participação de reitores e representantes de diversas instituições, como UFRGS, UFSM, UFPel, IFSUL, UFSC, FFCMPA, Unipampa, Unila, IFSC, IF Farroupilha, UFPR e UNILA, além entidades ligadas aos docentes e aos estudantes, como Proifes, Andes, Adufrgs, ANPED e aos pais (Mães e Pais pela Democracia), e do Câmara Federal (deputada Maria do Rosário, representando a Subcomissão Permanente de Educação Superior).
O objetivo da audiência foi instruir procedimentos coordenados pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão que visam a reverter as medidas anunciadas, que incluem, além do bloqueio de verbas e corte das bolsas, a extinção de cargos, a impossibilidade de nomeação direta dos pró-reitores pelos reitores e a proibição das universidades públicas terem seus próprios canais de informação na Internet.
A professora da UFRGS Clarice Speranza, integrante da diretoria da ANPUH-RS, leu manifestação oficial da entidade colocando a posição dos historiadores contrária aos cortes no orçamento e aos ataques à educação, bem como as tentativas governamentais de revisionismo histórico. Conforme a nota, " A ANPUH avalia que o contingenciamento de recursos integra um quadro de constantes e recorrentes ataques à educação empreendidos pelo governo federal nos últimos meses, engendrados em especial por medidas que precarizam, desvalorizam e mesmo inviabilizam o ensino, a pesquisa e a extensão".
"Não há algo mais patriota que defender o direito de educação", declarou o procurador regional da República Paulo Leivas, ao final da audiência, que se estendeu por quatro horas na sede da Procuradoria Regional Federal, em Porto Alegre. Para o procurador federal dos Direitos do Cidadão adjunto Domingos Sávio Dresch da Silveira, "Se não nos articularmos agora na defesa da universidade pública e da autonomia universitária _x0096_ que é a liberdade de pensar, de pesquisar, de ensinar, de ter atividades de extensão junto à comunidade _x0096_ é provável que daqui a um ano não tenhamos mais luta para travar".
Para mais notícias, acesse: http://www.mpf.mp.br/regiao4/sala-de-imprensa/noticias-r4/audiencia-publica-instruira-procedimentos-do-mpf-contra-corte-de-verbas-para-educacao-federal?fbclid=IwAR3CDO3OJurtbtdJoqmhCNZI6okfMfhwNZW7WxQdXKGNEYG7UT1QnUioTBg
Para ler o Manifesto da Anpuh na integra, acesse o documento abaixo..
